Abordagens integradas nas aulas de Física: possibilidades e desafios

Exploracão didática do vídeo intitulado: “Por que não cai a Lua?”

Este vídeo está incluído na série Ask an Astronomer (“Pergunta a um Astrónomo”) que, por sua vez, faz parte da coleção de vídeos do serviço educativo do Telescópio Espacial Spitzer da NASA (os mesmo vídeos podem ser encontrados no canal SpitzerJim do YouTube).

Quando afirmamos aos alunos dos 9º e 11º anos que a Lua está constantemente a cair em direção à Terra, percebemos que, para eles, a compreensão deste fenómeno não é tão óbvia como, por exemplo, o da queda da maçã de Newton.

A exploração deste vídeo, que se fundamenta numa das experiências pensadas de Newton, permite várias abordagens, podendo ser usado para dar cumprimento a vários objetivos de aprendizagem e mesmo a diferentes níveis de ensino.
No âmbito do 11º ano da disciplina de Física e química A, pode ser explorado na Unidade 1 “Movimentos na Terra e no espaço”, no objeto de ensino 1.2 “Da Terra à Lua”, que inclui os objetivos de aprendizagem:
– “Interpretar o movimento da Terra e de outros planetas em volta do Sol, da Lua em volta da Terra e a queda dos corpos à superfície da Terra como resultado da interação gravitacional”;
– “Identificar a variação de velocidade como um dos efeitos de uma força”;
– “Enunciar e interpretar as 2ª e 3ª Lei de Newton”

Uma possível estratégia será…
1. Apresentar à turma da seguinte questão-problema:
Por que não cai a Lua na Terra?
2. Recorrer à chuva de ideias e registar as diferentes palavras / ideias dos alunos.
3. Apresentar o vídeo sem som.

4. Debater as ideias registadas anteriormente, tendo por base as imagens observadas, e obter uma resposta para a questão-problema.
5. Voltar a visionar o filme, desta vez com som, para reforçar a resposta obtida.

Para cumprir outros objetivos poder-se-á solicitar a representação das forças aplicadas na Terra e na Lua, da velocidade orbital da Lua, da aceleração a que a Lua está sujeita,…
Outros debates permitirão ainda:
– Relacionar os sucessivos alcances de um projétil com as respetivas velocidades de lançamento;
– Explicar a existência de uma velocidade mínima para a qual um projétil pode passar a descrever um movimento circular em volta da Terra;
– Explicitar que uma força perpendicular à velocidade não altera a sua intensidade mas apenas a sua direção;
– Identificar a direção e o sentido das grandezas velocidade e aceleração no movimento circular com velocidade de intensidade constante.

 

Leonor Condinho e Teresa Lopes

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